POLÍTICAS DE EXTENSÃO 2021-04-14T15:28:38-03:00

Políticas de Extensão

Deve-se entender extensão como sendo uma iniciativa de educação continuada em todos os níveis e na prestação de serviços ou consultorias. A política de extensão favorece o exercício da cidadania e privilegia as relações de reciprocidade entre a IES e a sociedade, caracterizando-se pela transparência dos projetos pedagógicos a serem implementados com base em princípios éticos e morais.

As ações de extensão deverão valorizar as potencialidades e as qualidades de cada universo social em que se inserem, compartilhando o desenvolvimento cultural, tecnológico, científico e histórico de cada contexto, que pretendam alcançar. A política de extensão atuará, ainda, em consonância com a pesquisa na articulação global (local e regional) na perspectiva do desenvolvimento sustentável.

Visando uma maior integração entre a instituição educativa e a comunidade, a Faculdade Princesa do Oeste, segundo estabelece sua política de extensão, baseia-se nos princípios de indissociabilidade entre ensino e pesquisa, tendo em vista a emancipação científica e tecnológica da coletividade.

Os princípios básicos para a política de extensão da IES estão asseverados abaixo.

  • Consolidar e reforçar o compromisso social da Instituição para com o desenvolvimento global (local e regional) da comunidade através de programas e ações relevantes de inserção social;
  • Repensar ações voltadas para o desenvolvimento da Região visando à fixação do homem do campo em seu local de origem;
  • Promover uma maior integração do homem com a natureza, visando um desenvolvimento sustentável, que evite desperdícios dos recursos naturais existentes;
  • Identificar junto à comunidade os potenciais econômicos, que venham possibilitar seu desenvolvimento;
  • Promover o desenvolvimento individual e coletivo, visando ao aperfeiçoamento de aptidões, que possibilitem melhorias da Região;
  • Propiciar o exercício da cidadania, através da participação crítica em projetos e decisões que promovam o desenvolvimento individual e coletivo;
  • Incluir nos projetos de extensão o egresso, em conformidade com a política pertinente prevista em PDI.

A Faculdade Princesa do Oeste (FPO), visando a Resolução nº. 7, de 18 de dezembro de 2018, da Câmara Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, que Estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira e regimenta o disposto na Meta 12.7 da Lei nº 13.005/2014, que aprova o Plano Nacional de Educação – PNE 2014-2024 e dá outras providências,  define a extensão como atividade que se integra à matriz curricular e à organização da pesquisa/iniciação científica, constituindo-se em processo interdisciplinar, político, educacional, cultural, científico, tecnológico, que promove a interação transformadora entre as instituições de ensino superior e os outros setores da sociedade, através da produção e da aplicação do conhecimento, em articulação permanente com o ensino e a pesquisa.

Por meio dessa concepção, a extensão é fortalecida nas instituições de educação superior como uma atividade formativa, de caráter interdisciplinar e, através da indissociabilidade Ensino, Pesquisa e Extensão. Portanto, deve se integrar ao planejamento curricular dos cursos de graduação da FPO.

A Resolução define, ainda, a necessidade das instituições de ensino inserirem em seus planejamentos formas de registro das atividades de extensão e da participação de estudantes, políticas para a autoavaliação e definição de indicadores para monitoramento e estratégias para a integralização.

A interdisciplinaridade e a integração, formalizadas no conceito de extensão na mesma Resolução, pressupõem que a curricularização não deve ser entendida apenas como um anexo do formato curricular, destinada unicamente a atender as exigências legais. O processo de curricularização da extensão implica na problematização e superação da fragmentação do conhecimento teórico-prático e a compreensão dos conteúdos curriculares a partir de diferentes experiências e saberes do território no qual a instituição está inserida.

A Faculdade Princesa do Oeste institucionalizará a curricularização da extensão por meio de Portaria que discorrerá sobre as Diretrizes para a Curricularização da Extensão, na qual apresentará princípios, estratégias, grupos, etapas, carga horária, articulação entre as atividades e docentes responsáveis, para auxiliar os cursos de graduação em seus processos de estruturação curricular com parte da carga horária em atividades de extensão.

A extensão será curricularizada nessa IES observando os seguintes objetivos:

  • I.        Implantar a curricularização da extensão considerando a interdisciplinaridade e interprofissionalidade de modo a causar impacto na formação do estudante e na transformação social da comunidade local;
  • II.        A extensão será curricularizada, devendo atender a construção de competências e habilidades transversais e específicas do perfil do egresso.
  • III.     Aplicação da concepção de extensão, respeitando os princípios estabelecidos na Resolução nº 07/2018, de 18 de dezembro de 2018, a ser aplicado na formulação dos projetos pedagógicos dos cursos superiores.
  • IV.     O planejamento e as atividades institucionais de extensão.
  • V.       Registro descrevendo as modalidades de atividades de extensão que serão desenvolvidas.
  • VI.     Estratégias de integralização curricular e de participação dos estudantes nas atividades de extensão.
  • VII.    Integrar a política de implantação do processo autoavaliativo da extensão, conforme a porcentagem da carga horária destinada para cada curso, de acordo com a carga horária total.
  • VIII.   Previsão e as estratégias de financiamento das atividades de extensão.

As atividades para integralização da carga horária de extensão poderão ser desenvolvidas pela própria IES ou parceira com outras Instituições, articulando sempre a participação da Comunidade Acadêmica e a Sociedade

PONTOS NORTEADORES DA POLÍTICA DE EXTENSÃO

É promovida através da aplicação de uma política social que consiste em promover a integração da Comunidade Acadêmica interna constituída pelos três segmentos – docentes, discentes e técnico-administrativos e serviços, respeitando suas individualidades na diversidade que comporta a grandeza de um projeto educacional de uma instituição de ensino superior.

Desse modo, uma política social e de cooperação que busca o desenvolvimento de ações conjuntas com os segmentos que a compõem permitindo o enfrentamento das fragilidades detectadas, defendendo e estando alerta quanto aos direitos de cidadania e dignidade.

Os direitos do cidadão devem ser assegurados por uma administração democrática e participativa, inserida nos princípios e diretrizes da Faculdade Princesa do Oeste. A oferta de serviços e o apoio institucional são exercícios cotidianos de construção da cidadania plena.

No desempenho do seu papel de geradora e disseminadora de conhecimento, está comprometida com os avanços sociais a serem alcançados pela sociedade e, portanto, coloca a assistência prestada como espaço de educação e de construção da cidadania.

As diretrizes que norteiam o apoio institucional da Faculdade Princesa do Oeste preveem a comunicação e informação de dados e a utilização dos seguintes equipamentos tecnológicos e de marketing educacional orientados pelos princípios da qualidade, competência técnico-inovadora. Estes portadores são indicados como instrumentos facilitadores para a viabilização da política educacional, com interfaces com o Ensino, a Pesquisa e a Extensão.

A política de inclusão social da FPO está baseada na crença de que a educação constitui um poderoso instrumento de inclusão e em análises socioeconômicas, e também políticas. Os benefícios da sociedade são privilégios de poucos, enquanto o crescimento do processo de exclusão de pessoas e grupos humanos não para.

A Constituição Brasileira de 1988 traz uma proposta inclusiva em seu art. 3º, afirma ser dever do Estado construir uma sociedade livre, justa e solidária; de garantir o desenvolvimento nacional; de reduzir as desigualdades sociais e de promover o bem de todos, sem preconceitos.

Em concordância com o que preceitua a Constituição Federal e a Declaração Universal de Diretos Humanos, em seu art. 26, que vincula o direito à educação ao objetivo do pleno desenvolvimento da personalidade humana, que tem como significado o de realizar o ideal de uma vida digna, a política de inclusão social pauta-se nas seguintes diretrizes:

  • Ampliar e aprofundar a compreensão dos dados da realidade local e regional, visando à composição de indicadores sociais quantitativos e qualitativos que subsidiem o planejamento e a implementação de ações prioritárias de enfrentamento das múltiplas formas de exclusão social;
  • Implementar ações para a formação de pessoas que estarão aptas a atuar não apenas na comunidade local, mas, também em todo o contexto socioeconômico e cultural envolvido, atendendo à inclusão social;
  • Contribuir com a inclusão social, a promoção da cidadania, o desenvolvimento econômico e social, a defesa do meio ambiente, da memória cultural, da produção artística e do patrimônio cultural.

A instituição, por meio das Coordenadorias de Pesquisa e Extensão, desenvolve projetos com ênfase na inclusão social, objetivando além da inserção, o desenvolvimento econômico e social.

A política de Educação Inclusiva da Faculdade Princesa do Oeste segue o que preceitua a Constituição da República Federativa do Brasil (1988), em seu art. 205, nos princípios e diretrizes contidos na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2006), nos Decretos n°. 5.296/2004, 5.626/2005, 6.949/2009, 7.234/2010 e 7.611/2011, na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (MEC, 2008), nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação em Direitos Humanos – Parecer CNE/CP 8/2012 e no Plano Nacional de Educação – Lei nº 13.005/2014.

São objetivos dessa política:

  • Monitorar as matrículas dos discentes com deficiência, mobilidade reduzida e transtornos para provimento das condições de pleno acesso e permanência;
  • Promover a melhoria do desempenho dos discentes com comprovada deficiência por meio do programa de nivelamento;
  • Reforçar a política de assistência e acompanhamento estudantil;
  • Elaborar estratégias de criação de novas ações e fortalecimento das ações existentes no âmbito da educação inclusiva;
  • Fortalecer a educação inclusiva nos setores da instituição;
  • Estimular práticas sociais fundamentadas no respeito aos Direitos Humanos;
  • Promover ações necessárias para incentivar a redução das desigualdades sociais e regionais;
  • Conscientizar e incentivar a participação de toda comunidade acadêmica na preservação do meio ambiente, exercitando a cidadania;

Adotar acessibilidade metodológica para todas as graduações a partir da diversificação curricular, flexibilização do tempo e utilização de recursos para viabilizar a aprendizagem de estudantes com necessidade de atendimento especial, como por exemplo: pranchas de comunicação, texto impresso e ampliado, softwares ampliadores de comunicação alternativa, leitores de tela, entre outros recursos.

A FPO, em consonância com as políticas públicas do governo federal e as diretrizes construídas no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), no tocante aos aspectos inerentes à perspectiva dos direitos humanos e especificamente dos pontos centrais das ações afirmativas de promoção da igualdade racial que são os princípios de igualdade e diversidade, traz uma reflexão e instaura o diálogo entre os direitos humanos, diversidade étnico-racial e educação.

As relações étnico-raciais como proposta inserida na perspectiva de educação em direitos humanos, visa formar para a cultura de respeito da igualdade e das diferenças étnico-raciais e culturais. Dessa forma, a Faculdade Princesa do Oeste vem dando visibilidade a essas diferenças que foram historicamente negadas no âmbito escolar, através dos conteúdos curriculares, da prática pedagógica, dentre outros mecanismos.

A FPO atenta a promoção dos direitos humanos e igualdade ético-raciais e também à cidadania; que é o exercício dos direitos e deveres civis, políticos e sociais que estão previstos na constituição, promove a educação de cidadãos atuantes e conscientes na sociedade, buscando relações étnico-sociais positivas, rumo à construção de uma nação democrática, aplicando o que preceitua a Resolução Nº 1, de 17 de junho de 2004 que Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais, as Leis N° 10.639/2003 e N° 11.645/2008, e da Resolução CNE/CP N° 1/2004, fundamentada no Parecer CNE/CP N° 3/2004, por meio das Disciplinas de Fundamento (Antropologia, Ética, Filosofia e Sociologia), assegurando assim que todos os cursos de graduação desenvolvam ações relativas à história e às culturas afro-brasileira e indígena, com o objetivo de articular e promover atividades de ensino, pesquisa e extensão, de caráter interdisciplinar.

Para a efetivação desta Política, em prol do reconhecimento e valorização da história e cultura afro-brasileiras e indígena, propõe-se:

  • Garantir o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena, educação das relações étnico-raciais, em conteúdo de disciplinas, sob várias modalidades, atividades extraclasse ou projetos de diferentes naturezas;
  • Introduzir, na formação dos profissionais da educação, o estudo das relações étnico-raciais e do ensino e da aprendizagem da história e cultura afro-brasileira e indígena;
  • Apoiar, sistematicamente, os professores na elaboração de planos, conteúdo, projetos e atividades sobre a história e cultura afro-brasileira e indígena;
  • Divulgar as experiências pedagógicas e acadêmicas sobre a educação das relações étnico-raciais;
  • Estimular apresentações artísticas, observando o respeito à diversidade e, com isso, incentivar e apoiar o potencial artístico-cultural da comunidade acadêmica;
  • Realizar periodicamente eventos acadêmicos que promovam a diversidade étnico-racial;
  • Memorar datas significativas, como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial (21.03), o Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo (13.05), o Dia Nacional da Consciência Negra (20.11), Dia do Índio (19.04) entre outros;
  • Ampliar a participação da comunidade nas atividades culturais e promover a igualdade étnico-racial, dentro ou fora da Instituição;
  • Incentivar a criação de grupos de pesquisa sobre o tema das relações étnicorraciais, com focos nos aspectos históricos, antropológicos, sociológicos, políticos, linguísticos, teológicos, filosóficos e literários.
  • Promover estudos e eventos que contribuam no enfrentamento das discriminações negativas como o racismo, discriminação racial, xenofobia, homofobia, misoginia, intolerância correlata e outras discriminações de natureza étnica ou social.

De acordo com a Lei n° 12.764/2012, os autistas, são reconhecidos, oficialmente, como pessoas com deficiência, assegurando o direito a todas as políticas de inclusão do país, entre elas, as de educação.

A FPO atende aos princípios da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, aceitando a matrícula deste aluno, bem como incentivando a formação e a capacitação de profissionais especializados no atendimento a pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), a pais e responsáveis. A IES assegura também o suporte aos docentes e toda a comunidade acadêmica no tratamento aos alunos e possíveis funcionários e colaboradores com (TEA), bem como as devidas adaptações curriculares, avaliativas e/ou laborais que melhor se adequem às particularidades e necessidades formativas e laborais dessas pessoas. Ademais, a IES incentiva a pesquisa científica relativa ao tema.

Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica da escola regular para atender às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e de altas habilidades/superdotação. A educação especial atende às especificidades dos alunos com deficiência e orienta a organização de redes de apoio a formação continuada, a identificação de recursos, aos serviços e o desenvolvimento de práticas colaborativas.

Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sócias recíprocas e na comunicação, um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo, incluindo-se nesse grupo os alunos com autismo.

Ao se inscrever no Processo Seletivo (vestibular), o candidato assinala que possui algum tipo de deficiência. Durante a realização da prova, o candidato tem à sua disposição serviços como salas especiais, acesso às salas de aula, professor ledor, provas ampliadas e prorrogação para o término da prova.

A Faculdade Princesa do Oeste o atendimento aos alunos com deficiência, através do Núcleo de Apoio Psicopedagógico e do Centro de Psicologia Aplicada, composto por uma equipe, que de forma interdisciplinar desenvolvem ações referentes às questões que envolvam o aluno com necessidades especiais.

A Faculdade Princesa do Oeste considera a Educação Ambiental uma prática desafiadora para todos os níveis e modalidades de ensino. É um desafio porque requer uma adequação da matriz curricular, exigindo uma nova organização de tempo e espaço das instituições.

É dever atribuído constitucionalmente ao Estado de promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente. Mas, há, também, uma exigência da sociedade para que o ensino formal capacite pessoas e que estas conscientizem outras para a participação ativa na defesa do meio ambiente.

Para que isso ocorra, é necessário um olhar das instituições, de um modo geral, para a questão socioambiental, criando atividades por meio do Ensino, Pesquisa e Extensão voltadas para a conservação, recuperação e melhoria das condições ambientais e sociais, promovendo a participação de toda a comunidade acadêmica.

A prática das Diretrizes Curriculares Nacionais do Conselho Nacional de Educação, no que concerne ao meio ambiente, proporciona um avanço na construção de uma cidadania responsável, estimulando interações mais justas entre os seres humanos e os demais seres.

Em se tratando da política de meio ambiente, a Faculdade Princesa do Oeste considerará os interesses da comunidade, assumindo a defesa do meio ambiente, em especial, no âmbito da região de sua inserção.

A memória cultural, da produção artística e do patrimônio cultural da Faculdade Princesa do Oeste está amparada nos passos a seguir.

  • Aperfeiçoar programas e projetos voltados à defesa da memória cultural, da produção artística e do patrimônio cultural;
  • Contribuir com a inclusão social, a promoção da cidadania, o desenvolvimento econômico e social, a defesa do meio ambiente, da memória cultural, da produção artística e do patrimônio cultural.

Enfatizamos que a FPO desenvolve atividades que estimulam a ação, atuação e capacitação sobre a memória cultural, artística e patrimonial, haja vista a vasta riqueza imaterial presente nos Sertões de Crateús e Inhamuns.

Pensar em uma IES que desconheça os problemas, os anseios e as perspectivas da comunidade que lhe dá vida, torna-se cada vez mais importante uma forte interação: FPO com a Comunidade.

Os projetos comunitários têm pesos elevados nos processos de avaliação institucional, e aqui não estamos falando apenas da avaliação oficial, mas, também, a dos clientes da Instituição e mesmo de toda a sociedade. A LDB 9394/96, no inciso VI do Art. 43 estabelece como um dos objetivos do ensino superior: “(…) estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais; prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade”.

A necessidade de um bom relacionamento entre a organização e seu ambiente externo, fica cada vez mais evidenciada com o advento da globalização, pois a mesma procura se estruturar, reduzindo hierarquias e corrigindo distorções, para buscar uma adequação de seus custos juntamente com uma qualificação primorosa, e com isto obter uma maior qualidade nos seus serviços.

A busca da excelência não pode ficar circunscrita a exercícios fechados nos seus muros. A Instituição perde muito do seu poder de criação, sem a relação com a sociedade, por meio da extensão. Essa relação de mão dupla, saber acadêmico – saber popular, é que a torna atuante e respeitada pela população.

A extensão é o canal de comunicação com a comunidade, pela aplicação dos resultados do ensino e da pesquisa à realidade circundante, por diferentes métodos e técnicas. É o elo entre a Faculdade e a comunidade como meio de integração e como instrumento de troca recíproca. É a abertura à comunidade, por meio de cursos, programações culturais, serviços e outras atividades. É essencialmente, uma aplicação do ensino e pesquisa, integrando-se na solução de problemas e no atendimento às aspirações da sociedade. Constitui-se, ainda, em tarefa essencial, além de ser o principal caminho de integração com a comunidade. As atividades de extensão são consideradas nos seus diversos enfoques, inclusive no referente ao verdadeiro serviço à comunidade e à população regional, de modo especial, numa troca sistemática e no próprio confronto de saberes, numa comunicação efetiva da Faculdade com o seu meio.

As atividades de Extensão representam, ainda, um espaço dinâmico de integração com a Comunidade Local e Regional e tem os seguintes objetivos:

  • Desenvolver atendimentos especiais à população minoritária, ou seja, aos socialmente excluídos;
  • Disseminar o conhecimento profissional por meio de ações extensionistas;
  • Elaborar proposições para o enfrentamento de problemas emergentes na sociedade;
  • Estabelecer intercâmbios com instituições locais, nacionais e internacionais;
  • Fortalecer as ações extensionistas, consolidando a socialização da FPO, por meio de programas e projetos institucionais de extensão e do incremento das parcerias com iniciativas municipais, estaduais, nacionais e internacionais;
  • Identificar as demandas e problemas da comunidade, em especial aqueles relacionados aos aspectos socioeconômicos regionais assegurando o compromisso social e regional;
  • Promover ações educacionais, destinadas às populações minoritárias visando a integração dessas à sociedade;
  • Ser uma plataforma de acesso permanente à extensão para estudantes de graduação, contribuindo para formar uma cultura de serviço à comunidade;
  • Incentivar os cursos de graduação a desenvolverem programas interdisciplinares permanentes de extensão;
  • Promover ações-intervenções e de formação continuada com a participação voluntária de grupos da Terceira Idade desejosos por colaborar em programas sociais;
  • Atendimento às demandas locais e regionais ofertando profissionais especializados e atualizados, que preencham as lacunas existentes nas estruturas de recursos humanos das empresas, dos hospitais das indústrias e dos órgãos públicos e ONGs;
  • Garantia de maior desenvolvimento educacional, socioeconômico e ambiental da Região do Sertões de Crateús e do estado do Ceará (o que de uma forma geral contribuirá para o desenvolvimento sustentável do País);

Neste sentido, a Faculdade já trabalha proporcionando uma formação de qualidade para que seus acadêmicos(as) possam, ao mesmo tempo, estar preparados para a disputa presente no mundo do trabalho, atuando como agentes de transformação social.